UTILIZAÇÃO DE ÍNDICES RADIOMORFOMÉTRICOS MANDIBULARES PARA A ANÁLISE DO DIMORFISMO SEXUAL

Autores/as

  • Cibele Virgínia Morais de Melo Programa de Pós-graduação em Perícias Forenses, Universidade de Pernambuco (UPE), Pernambuco, Brasil.
  • Márcia Maria Fonseca da Silveira Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP), Universidade de Pernambuco (UPE), Pernambuco, Brasil
  • Cleomar Donizeth Rodrigues Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (UNICEPLAC), Brasília, Distrito Federal, Brasil
  • Luiz Pedro Mendes de Azevedo Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP), Bauru, São Paulo, Brasil.
  • Marcus Vitor Diniz de Carvalho Programa de Pós-graduação em Perícias Forenses, Centro de Estudos em Antropologia Forense (CEAF), Universidade de Pernambuco (UPE), Pernambuco, Brasil.
  • Evelyne Pessoa Soriano Programa de Pós-graduação em Perícias Forenses, Centro de Estudos em Antropologia Forense (CEAF), Universidade de Pernambuco (UPE), Pernambuco, Brasil. http://orcid.org/0000-0001-8337-0194

DOI:

https://doi.org/10.21117/rbol-v12n32025-664

Palabras clave:

Radiografia Panorâmica, Mandíbula, Caracteres Sexuais, Antropologia Forense

Resumen

Este estudo teve como objetivo avaliar a aplicabilidade dos índices radiomorfométricos mandibulares em radiografias panorâmicas digitais (RPDs) para avaliar o dimorfismo sexual. Foi realizado um estudo analítico, quantitativo e transversal com 367 RPDs, com mensuração do Índice Cortical Mandibular (ICM), um índice qualitativo, e a Espessura Cortical Mandibular (ECM), um índice quantitativo, aplicando análise estatística inferencial, incluindo análise da curva ROC para avaliar o poder discriminatório quanto ao sexo. O ECM demonstrou capacidade discriminatória significativa para o dimorfismo sexual, com os indivíduos do sexo masculino apresentando consistentemente medidas de espessura média mais altas do que os do sexo feminino (p<0,001). A curva ROC para o ECM resultou em uma Área Sob a Curva (AUC) de 0,716, indicando um desempenho de moderado a bom. Foi identificado um ponto de corte ideal de 5,05 milímetros, com o modelo atingindo uma alta especificidade de 81,5%, priorizando a redução de falsos positivos - um fator crítico na prática forense. Em contrapartida, o ICM foi menos discriminatório, embora a categoria C3 fosse predominantemente masculina e a categoria C1 fosse predominantemente feminina. O ECM apresentou-se como um índice radiomorfométrico altamente relevante e promissor para a estimativa do sexo, especialmente devido à sua capacidade quantitativa e alta especificidade na diferenciação de indivíduos. Esses achados apoiam o potencial de uso comparativo no processo de identificação humana. Entretanto, a validação desses parâmetros em várias populações e a comparação com outras modalidades de imagem são essenciais para consolidar sua aplicação na prática forense.

Publicado

2026-04-28

Número

Sección

Artigo original